A importância da Tronqueira em um Terreiro

Babá Rafael eu já vi na entrada do lado esquerdo de um Terreiro, Ilé Asè uma espécie de “casinha” toda fechada e com marcas de sangue até velas queimadas. O que seria aquilo?! Pois bem, isso se chama ‘Tronqueira’, um dos lugares de maior importância dentro de uma Casa de Asé, seja ela de Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Mas na realidade o que há lá dentro e a razão de estar fechado?! Primeiramente temos que ter em mente que ali estão fundamentadas as Entidades da Esquerda que tomam conta, prestam conta da segurança daquele local. Ali naquela “casinha” tem diversos instrumentos que variam de Terreiro para Terreiro, como de Entidade para Entidade. Ali estão firmados os Exús que tomam conta da segurança da Casa, é eles os responsáveis por filtrarem as energias que adentram ao Espaço Sagrado e principalmente rebater demandas que possam vir de outras pessoas má intencionadas como também infelizmente de outros “terreiros” que querem ver a desgraça de seus irmãos de Fé. Não tem como eu padronizar o que há dentro dessas “casinhas”, pois o que se usa na Tronqueira do Terreiro de João, não é a mesma coisa que se usa na Tronqueira de Maria e que também não é a mesma coisa que se usa na Tronqueira de Carlos. Cada Casa, cada Terreiro tem sua Tronqueira e as firmezas e fundamentos delas variam de Casa para Casa, tem fundamentos que utilizam a imolação de certos animais para sacralizar aquele local, já outras Casas principalmente de Umbanda que não se utiliza a imolação de animais, somente instrumentos cruzados por tal ou tais Entidades. Mas resumindo, toda Tronqueira pertence aos Exús, Pomba-Giras e lá se encontra o Q.G (quartel general) do Terreiro para que nenhuma força negativa possa invadir e atrapalhar tantos os Trabalhos ali realizados como também a vida do(a) sacerdote e de seus filhos. Portanto quando for entrar em um Terreiro e do lado esquerdo ver uma vela acesa, pode ser até branca (já que o branco é neutro e também é a junção de todas as cores) faça sua reverência em respeito aos Guardiões que estão ali assentados como sentinelas. Salve todo o Povo da Esquerda… Kobalaroyê Esú… Esú Mojubà
Jogo de Búzios e Tarot tem de ser cobrado?!

Minha mesa de Búzios (foto acima)

Minha mesa de Tarot (foto acima)
Sim, tanto as consultas de Tarot como as de Búzios tem de ser cobrados, pois em cada consulta é gasto VELAS, INCENSOS (DEFUMAÇÕES) e tudo isso não é barato. Antes de se consultar os Búzios o Babalorisá ou a Iyalorisá faz um Padê de Esú (farofa) pedindo para que este Orisá dê a permissão para que a consulta ocorra de forma satisfatória e sem problemas, nada se começa, se faz sem a devida permissão de Esú, e sem contar que para tudo isso há um certo tempo, dedicação do(a) sacerdote. Já no Tarot muitos, inclusive eu gosto de oferendar o ‘Povo Cigano’, ‘Povo do Oriente’ e dar a eles uma oferenda de frutas, flores, doces, licores, velas e muito incenso. Então nenhuma consulta séria de Búzios e Tarot é feita de graça, pois do próprio bolso do(a) sacerdote se retira os instrumentos necessários para que tais consultas ocorram de forma satisfatória como já mencionei acima. Mas Babá Rafael qual é o valor correto para se cobrar num Jogo de Búzios e de Tarot?! Então, na realidade não há uma tabela, um preço “fixo”, “tabelado” que todos os(a) sacerdotes devem cobrar. Eu mesmo cobro o valor simbólico de R$ 60,00 reais que é o necessário para que eu alimente Esú pedindo sua permissão no Jogo de Búzios, e também oferendando o ‘Povo Cigano’ e do ‘Oriente’ no caso do Tarot. Acredito eu que mais de R$ 100,00 reais já é um valor absurdo e acredito que como as coisas, preços nos supermercados sobem, os valores dos Jogos de Búzios e Tarot’s também vão subir por conta das oferendas, pois muitas coisas utilizadas nessas oferendas provém dos supermercados como as frutas, bebidas, cigarros, farinhas e etc… Babá Rafael existe Jogo de Búzios sem dar o devido trato ao Orixá Esú?! Não, não existe consulta com exito sem dar os devidos tratos não somente a Esú, como também a Osún, por isso é muito importante dar “manutenções” as conchas de Búzios lavando elas em ervas específicas de Osun e também se for necessário da Orixá Iyewá (Orixá e Senhora também da vidência), mas tudo isso levaria muito tempo para que eu explique como também é fundamento e isso não explicamos por internet. Então é NECESSÁRIO SIM A COBRANÇA DE UM VALOR SIMBÓLICO PELAS CONSULTAS DE BÚZIOS E DE TAROT, POIS ATRÁS DO JOGO, DAS CONSULTAS SE ESCONDE TODO UM RITUAL E ESSE RITUAL CUSTA TEMPO E DINHEIRO. Asé
A importância do ‘Banho de Ervas’ na liturgia Umbandista

Eu Babá Rafael gosto de ervas frescas, e NÃO SOU A FAVOR DAQUELES PACOTINHOS DE “ERVAS” SECAS (foto acima) que vendem nas lojas de artigos religiosos para Umbanda e Candomblé. Pois como todos sabem as ervas para realmente funcionarem tem de estarem frescas, vivas (bem verdes), pois tudo que é morto não tem valor, energia, consequentemente não tem sentido e muito menos fundamento dentro da liturgia Umbandista, e no Candomblé não é diferente, no Candomblé o Babalossain (Pai das Ervas e responsável por elas e sua manutenção) colhe todas que precisam antes do sol nascer, e também claro pedindo licença ao Curandeiro, Feiticeiro e o verdadeiro Dono das Ervas, o Orixá Ossain, para que ele o Orixá dê a permissão para que suas folhas chamadas no Candomblé de Ketu de ‘ewé’ e no Candomblé de Angola de ‘unsaba’ sejam colhidas para a cura do corpo e d’alma. Babá Rafael você confia nesses “banhos de ervas secas” vendidos nas lojas de Umbanda e Candomblé?! A resposta é NÃO!! Não acredito primeiramente por NÃO SABER VERDADEIRAMENTE QUAIS ERVAS ESTÃO ALI DENTRO DO SAQUINHO, como também NÃO ACREDITO QUE ERVA MORTA, RESSECADA E SEM O SANGUE VERDE POSSA AJUDAR, AUXILIAR ALGUÉM. ENTÃO EU NÃO ACREDITO E NÃO INDICO A NINGUÉM QUE TOME ESSES BANHOS. Pra mim ERVA SECA É DESTINADA EXCLUSIVAMENTE PARA DEFUMAÇÕES, NÃO PARA BANHOS. O correto, que aprendi com meus mais velhos é você primeiramente ter conhecimento de ervas, saber distinguir cada uma e também quais ervas são de cada Orixá, vou dar alguns exemplos: Arruda, Arrebenta Cavalo, Folha da Figueira são do Orixá Exú. Cana do Brejo, Folha de Jabuticaba, Jatobá, São Gonçalinho são do Orixá Ogum. Alfazema, Cabelo de Milho (aquele cabelinho amarelo das espigas), Capim Limão, Folha da Goiaba são do Orixá Oxóssi e etc… Existem infindáveis ervas para os Orixás, como existem também 02 ou mais ervas que servem para mais de 01 Orixá, então prestem bem atenção nisso, por exemplo, ervas cheirosas como a ‘Alfazema’ que quase todas as Iyabá (Orixás Femininas) pegam para serem utilizadas em seus rituais. Minha dica é, sempre utilizem ervas frescas em seus banhos, e TOMEM CUIDADO, POIS ALGUMAS ERVAS PODEM DAR REAÇÕES ALÉRGICAS SEVERAS. Asé

Como firmar o ‘Anjo de Guarda’ para sua proteção?
A firmeza de ‘Anjo de Guarda’ consiste em se aproximar do Divino, trazer mais força, luz e poder sobre sua vida e sua cabeça (Ori), visto que a cabeça é a parte mais importante de todo o nosso corpo, é ela que comanda nossos movimentos, funções do corpo e o pensamento. Como diz uma famosa citação latina: ‘Mens sana in corpore sano’, ou seja, ‘uma mente sã num corpo são’ e é bem isso mesmo que tem de ser a nossa ligação com a Espiritualidade. Um bom médium, uma boa pessoa, um bom cidadão tem de ter a cabeça sã, funcionando para se ajudar e ajudar seu próximo.
O Ori (cabeça) é tão importante dentro da Umbanda que tudo se faz e começa por ela, por exemplo: os banhos, as comidas, as rezas são em sua grande maioria destinada a ela, pois é nela que se encontra todo o poder e potencial do ser humano. Mais abaixo, eu Babá Rafael vou explicar como firmar o seu ‘Anjo de Guarda’ para que tenha saúde, prosperidade e proteção. Vamos lá…
VOCÊ VAI PRECISAR:
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01 Quartinha Branca média SEM ALÇA de louça virgem;
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01 Porta velas de 07 dias;
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01 Vela de 07 dias branca;
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01 Vidro de água mineral;
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Umas folhas de boldo (boldo é uma erva dedicada a Oxalá, também conhecida como ‘Tapete de Oxalá’ que inclusive PODE SE FAZER BANHO DA CABEÇA PRA BAIXO).

COMO FAZER:
Primeiramente vista-se de branco, se possível até a roupa íntima (cueca, calcinha e sutiã), pegue a QUARTINHA BRANCA MÉDIA e lave com ÁGUA CORRENTE e esfregue umas FOLHAS DE BOLDO como se fosse uma espoja para limpar AS IMPUREZAS QUE VEIO JUNTO DO OBJETO, logo em seguida pegue o PORTA VELAS DE 07 DIAS e lave com as FOLHAS DE BOLDO, e deixe ambas secarem naturalmente. Após secas veja na sua casa um local mais ALTO QUE A SUA CABEÇA PARA FIRMAR SEU ‘ANJO DE GUARDA’, peque a QUARTINHA BRANCA SEM ALÇA E COLOQUE ÁGUA MINERAL DENTRO, DEPOIS COLOQUE A VELA DE 07 DIAS ACESA DENTRO DO PORTA VELAS E FIRME NUM LOCAL SEGURO ACIMA DE SUA CABEÇA, MAS FIRME EM UM LOCAL QUE DÊ PARA OBSERVAR E QUE NÃO OCORRA RISCO DE INCÊNDIOS, APÓS ISSO FAÇA SUA ORAÇÃO PARTICULAR E AGRADEÇA POR TUDO, DEPOIS PEÇA PROTEÇÃO. NOTA: A CADA 7 DIAS TROQUE A VELA POR UMA NOVA DE COR BRANCA E TROQUE TAMBÉM A ÁGUA MINERAL POR OUTRA, CASO NÃO DÊ PARA COMPRAR ÁGUA MINERAL, TAMBÉM DÁ ÁGUA DA MINA. NÃO DEIXE NINGUÉM TOCAR NA SUA FIRMEZA DE ‘ANJO DE GUARDA’ ELA É A SUA PROTEÇÃO CONTRA OS MALES E AS DEMANDAS. Asé
Não chuto sua bíblia, então não chute meu Terreiro


Não é de hoje que as perseguições e intolerâncias religiosas partem de criminosos transvestidos de “evangélicos”. As agressões vão além de depredar Terreiros, Ilé Asès, Abassás e elas chegam a tal ponto que se transformam em agressões físicas para desde jovens até idosos praticantes das religiões de matrizes Africanas, como a Umbanda e o Candomblé. Infelizmente em nosso país você andar com seus Fios de Contas (Guias) no pescoço já é “motivo” para te chamarem pejorativamente de macumbeiro(a), provocações do tipo: ‘Olha lá o(a) macumbeiro(a)!’, ‘Olha lá os(a) adoradores do demônio!’, ‘Você tem que morrer!’, ‘Jesus não te aceitará no paraíso’, ‘Aceite Jesus, e recuse satanás’, ‘Você não está no livro da vida’, ‘Não adoreis imagens de esculturas e nem outros deuses’ e por ai vai… As intolerâncias muitas vezes partem até mesmo dentro de casa, um lugar onde a pessoa deveria estar segura e ter paz acaba se transformando num lugar de tormento e tortura psicológica, ainda mais se o praticante ou simpatizante for da Umbanda ou Candomblé e o parente for “evangélico” neopentecostal. Nós os Umbandistas e nossos irmãos Candomblecistas não somos intolerantes com as outras religiões, pois sabemos que todas elas nos leva ao mesmo destino, de encontro com Pai Olorún (Deus). Os atos de intolerância religiosa são relatados não somente nas ruas, em casa, mais também no ambiente escolar e também no serviço, pois existem diversos casos de “professoras” que tentaram converter criança por elas usarem seus Fios de Contas no pescoço, e também de pessoas que perderam o emprego por conta do(a) chefe ser “evangélico” ou professar outra “fé” que não condiz com a dele, vendo na pessoa uma ameaça, talvez até uma aberração.
Agora recentemente traficantes “evangélicos” de algumas favelas do Rio de Janeiro – RJ estão forçando sob a arma que Sacerdotes e Sacerdotisas de Umbanda e Candomblé depredarem seus Terreiros construídos com tanto suor, amor, respeito e dedicação. Esses traficantes “evangélicos” usam o pretexto e o nome de Jesus Cristo para tocarem o terror, promovendo uma verdadeira barbárie contra os Terreiros e a vida dos Sacerdotes sob o nome de Jesus, remetendo a idade média onde se usava o nome de Deus para promover massacres em nome de uma fé cega e irracional. NOTA: Caso seja vítima ou saiba de algum ato de intolerância religiosa, denuncie, não fique calado(a), procure uma delegacia mais próxima de você e faça sua denuncia, e tenha CERTEZA QUE SUA IDENTIDADE SERÁ MANTIDA NO MAIS ABSOLUTO SIGILO. Asé e Paz no Mundo


Todos(a) os(a) Pretos-Velhos(a) foram negros(a) e escravos(a)?!

Será que todas as Entidades que compõem a Linhas dos Pretos-Velhos realmente foram negros e escravos?! A resposta é NÃO!! Claro que para toda regra existe sua exceção, e essa é uma. Nem todos(a) os(a) Pretos-Velhos(a) foram negros e escravos. No meio dessa imensa Falange de Trabalho existem espíritos de escritores, padres, freiras, moradores de rua, porém todos de grande evolução pela caridade que praticaram em vida. Porém em contrapartida existem também aqueles que foram ruins com os escravos, tipo: senhores feudais, sinhás, capitães dos matos, jagunços que perseguiam, maltratavam e ainda matavam os escravos, e quando desencarnam na Espiritualidade eles encontram uma chance de expiar as faltas que fizeram para o seu próximo por conta do preconceito de cor, raça que tinham dos escravos, por isso que hoje muitos deles vem nos Terreiros na condição de Pretos-Velhos e Pretas-Velhas para mostrar que perante a Espiritualidade todos são iguais, e que qualquer tipo de preconceito pode acarretar em atrasos na evolução. NOTA: Então sempre leve para sua vida os conselhos de um(a) Preto-Velho(a), pois são conhecimentos sábios de quem já viveu de tudo e não quer que você passe nesta vida ou noutra o que eles viveram. Salve essa grande Falange. Adorei as Santas Almas e Benditas do Cruzeiro . Asé
O poder da Canjica Branca e a PAZ

A Canjica Branca consiste em um milho branco, e o milho é a base da comida de quase todos os Orixás do Panteão Africano, e está presente em todas as cerimônias do Candomblé, por isso sua importância, e na Umbanda não é diferente. O milho branco, a Canjica Branca pertence a Oxalá (Orixá Funfun e ligado a Criação), seu dia sagrado é toda sexta-feira onde os praticantes do Candomblé e da Umbanda vestem branco em sinal de respeito a este importante Orixá. Mas o que a Canjica Branca feita com amor e fundamento pode trazer para nossa vida Babá Rafael?! Pode trazer PAZ, HARMONIA e principalmente EQUILÍBRIO EMOCIONAL, pois INDEPENDENTE DO SEU ORIXÁ você pode fazer um banho com a água da Canjica Branca e jogar os milhos brancos na entrada de sua casa e também no telhado pedindo paz e harmonia caso esteja havendo muitas brigas, discussões. Já o banho com a água da Canjica Branca pode trazer como já mencionei PAZ, HARMONIA e EQUILÍBRIO EMOCIONAL. Como se faz essa Canjica Babá Rafael?! Vou ensinar abaixo como fazer:
DIA INDICADO PARA SE FAZER: Sextas-feiras (dependendo da situação pode-se fazer em quaisquer dias);
OBRIGATÓRIO: Uso de roupas normais e íntimas também brancas, e não TER PRATICADO SEXO E NEM USADO CIGARROS, DROGAS e CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS;
VOCÊ VAI PRECISAR:
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01 Gamela branca de louça virgem ou 01 prato branco de louça virgem;
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01 Vela branca;
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500gr. de Canjica Branca (Mugunzá).
COMO FAZER:
Primeiramente coloque roupas íntimas e normais de cor BRANCA, faça sua oração particular, depois acenda a VELA BRANCA. Em uma panela de pressão e coloque um pouco de Canjica Branca e água, leve ao fogo até que cozinhe bem e a canjica fique no ponto de dente, mole. Pegue a GAMELA BRANCA ou o PRATO BRANCO e lave, depois coloque somente dentro da GAMELA ou do PRATO A CANJICA BRANCA (A ÁGUA DA CANJICA NÃO JOGUE FORA, RESERVE). Depois com sua MÃO DIREITA jogue em CIMA DO TELHADO UM POUCO DE CANJICA BRANCA, e o RESTANTE NA ENTRADA DE SUA CASA AGRADECENDO SEMPRE A OXALÁ POR TUDO QUE TEM E QUE AINDA VAI TER, DEPOIS PEÇA PAZ, AMOR, TRANQUILIDADE, HARMONIA.
BANHO COM A ÁGUA DE CANJICA BRANCA:
Pegue a água de Canjica Branca (VEJA SE ESTÁ MORNO, NÃO QUENTE) junto com a VELA, vá até o banheiro, tome seu banho normal relaxado(a) e depois pegue a ÁGUA DE CANJICA BRANCA e PEÇA PARA OXALÁ TRAZER HARMONIA E EQUILÍBRIO EMOCIONAL, JOGUE A ÁGUA DE CANJICA BRANCA DA CABEÇA AOS PÉS, após fazer o banho diga em bom tom (voz): EPÁ BABÁ MI OXALÁ ADUPÉ Ò. Seque seu corpo e volte a usar a ROUPA BRANCA, TENTE NÃO PENSAR EM NADA NEGATIVO, NÃO ASSISTA NADA PESADO E PRINCIPALMENTE NÃO FAÇA USO DE CIGARROS, BEBIDAS, DROGAS e se possível NÃO PRATIQUE SEXO NO DIA EM RESPEITO A OXALÁ. Asé
A diferença entre incorporação Verdadeira x Falsa
INCORPORAÇÃO VERDADEIRA:

Na incorporação verdadeira vemos uma pessoa manifestada com uma Entidade com o único objetivo, prestar a caridade. A incorporação verdadeira a Entidade traz mensagens de amor, paz e conforto para os doentes d’alma. Uma verdadeira Entidade ela tem uma missão, uma razão para descer, vir em terra.
INCORPORAÇÃO FALSA:

Na “incorporação” falsa vemos uma pessoa encenando como num teatro ou numa novela, ouvimos palavras de baixo calão, ameaças e caretas. ‘Incorporações’ falsas existem e tem um único objetivo, passar medo nas pessoas que assistem para que elas fiquem presas a falsos “terreiros” e também falsas “igrejas” obedecendo cegamente as ordens do falso “pai de santo” ou falso “pastor”.
Os Exús e Pomba-Giras são demônios?!

As Entidades denominadas de Exús e Pomba-Giras são as mais controversas dentre todas da Umbanda. Alguns leigos e preconceituosos irão denominá-los pejorativamente de “demônios”, já os que entendem de Espiritualidade os denominam como ‘Guardiões’. Na cultura, liturgia Umbandista e até Candomblecista não existe a figura do demônio judaico-cristão, essa figura pertence somente as religiões cristãs, não a Umbanda e o Candomblé. Se formos falar do Exú Oríxá, aquele que protege as Casas de Candomblé da nação de Ketu, denominado Exú Alaketu, seu culto é mais antigo que o culto a Cristo, pois ele remete há mais de 5.000 anos atrás, consequentemente antes da criação da bíblia e do demônio cristão. Os Exús de Umbanda não é o Exú Orixá do Candomblé, porém no Candomblé também se cultua os Exús e Pomba-Giras que são chamados de ‘Catiços’, ‘Mensageiros dos Orixás’ e por ai vai… Tanto no Candomblé como na Umbanda podemos ver as incorporações de Exús como: Exú Sr. Tranca Ruas das Almas, Exú Sr. Tranca Ruas de Embaré, Exú Sr. Marabô, Exú Sr. 7 Encruzilhadas, Exú Sr. Rei das 7 Encruzilhadas, Exú Sr. João Caveira, Exú Sr. Tatá Caveira, Exú Sr. Rei da Lira, Exú Sr. 7 Facadas, Exú Sr. 7 Catacumbas, Exú Sr. 7 Porteiras, Exú Sr. 7 Cadeados, Exú Sr. Mangueira, Exú Sr. Caveirinha, Exú Sr. Lorde da Morte, Exú Sr. Gavião, como também encontramos as lindas Pomba-Giras: Pomba-Gira Dona Maria Padilha das Almas, Pomba-Gira Dona Maria Padilha da Estrada, Pomba-Gira Dona Maria Padilha do Cruzeiro das Almas, Pomba-Gira Dona Maria Padilha da Figueira, Pomba-Gira Dona Maria Mulambo da Estrada, Pomba-Gira Dona Maria Mulambo das Almas, Pomba-Gira Dona Maria Mulambo da Licheria (não é da lixeira erroneamente como muitos falam), Pomba-Gira Dona Maria Mulambo da Figueira, Pomba-Gira Dona 7 Saias da Calunga, Pomba-Gira Dona 7 Saias das Almas, Pomba-Gira Dona 7 Saias da Estrada, Pomba-Gira Dona Maria Quitéria das Almas, Pomba-Gira Dona Maria Quitéria da Calunga, Pomba-Gira Dona Figueira, Pomba-Gira Dona Maria Navalha (essa Entidade pode integrar a Linha de Trabalho das Pomba-Giras como também das Malandras na Linha de Sr. Zé Pilintra, também muito vista e requisitada no Catimbó, outra religião), Pomba-Gira Dona Rosinha, Pomba-Gira Rainha das 7 Encruzilhadas, Pomba-Gira Dona Dama da Noite, Pomba-Gira Dona Rosa Caveira, Pomba-Gira Dona Menina, Pomba-Gira Dona Cigana e por ai vai… Como já podem ter notado existem infindáveis Exús e Pomba-Giras de todas as linhas, sejam elas: Almas, Figueira, Estrada, Calunga e etc… Todos os Exús e Pomba-Giras tiveram vidas, foram encarnados e desencarnaram de diversas formas. Ledo engano pensar que toda Pomba-Gira foi prostituta, ao contrário, muitos delas foram escritoras, freiras, professoras, ativistas, donas de casa, fazendeiras, prostitutas e até moradoras de rua, na Falange de Maria Padilha podemos encontrar milhões de espíritos que usam esse pseudônimo para esconderem sua verdadeira identidade, muitas se chamavam: Fernanda, Maria, Marta, Luzia, Esther, Benedita e por ai vai e quando desencarnam assumem essa roupagem astral para poderem vibrar mais denso e auxiliar nossos irmãos encarnados e desencarnados. Fica a cargo dos nossos amigos Exús e Pomba-Giras fazerem a segurança Espiritual dos Terreiros, das pessoas e levar todas as energias negativas e densas para que todo o trabalho ocorra da melhor forma possível. Por isso é muito importante cuidar com muito carinho e respeito de todos os Exús e Pomba-Giras através de oferendas feitas principalmente com o coração para que toda a Casa de Asé (Terreiro) esteja fortalecido contra as investidas da baixa Espiritualidade. Asé
Dicionário Yorubá (Região da Nigéria - África)

– A –
Ados = comida feita com farinha de milho de pipoca e mel
Abá = pessoa idosa, velho.
Abadá = para sempre ou roupa
Abadó = milho híbrido, canjica
Abará = bolinhos feitos com massa de feijão fradinho
Abébé = leque.
Aberem- embrulhinhos enrolados na folha velha de bananeira
Abiodum = um dos Obá da direita de Sango.
Àbaja = marca facial do povo de Òyó
Ade = coroa.
Adetá = nome sacerdotal de uma sacerdote Enhgenho Velho.
Afonjá = uma qualidade de Sango que dá nome ao Axé Opo Afonjá.
Agboulá = Egun que dá nome a uma casa Ilha de Itaparica.
Agôgô = instrumento musical cônico feito de ferro.
Ayabá = orisá feminino, senhora idosa.
Aiyê = o mundo terrestre.
Airá = um Orixá da família de Xangô
Ajá = campainha, sino, cachorro
Ajimudá = título sacerdotal ligado a Egungun e Oyá
Akoro = uma qualidade de Ogun.
Aku = obrigação funerária.
akikó = galo.
Alá = espécie de pano branco, universo
Alabá = nome de um sacerdote do culto aos ancestrais.
Alabê = Ogan confirmado que canta e toca o candomblé
Alafiá = felicidade; tudo de bom.
Alafin = o mesmo que o rei – Nigéria.
Alapini = nome sacerdotal do culto aos ancestrais, egungun
Alase = pessoa que tem autoridade.
Alé = noite ou qualidade de Exú
Apaoká = jaqueira.
Aramefá = conselho de Osòóssi, composto de seis pessoas.
Aré = nome do primeiro Obá de Sango.
Ararekolê = como vai?
Aresá = um dos Obá da esquerda de Sango.
Ariasé = local onde se dá o início das obrigações.
Arô = Título de honra enre autoridades civís em Ketu
Arôlu = o total
Asobá = cargo no culto de Obaluaiyê.
Ati = e (conjunção).
Atin- pó, energia ligada a um Orixá
Atori = vara pequena usada no culto de Osalá e usada para tocar atabaque.
Awá = nós.
Awon = eles.
Asedá = babalawo iniciado por Òrúmìlá.
Asó = roupa.
Asogun = Ogan de ogun encarregado dos sacrifícios.
A-ian-madê = como vão os meninos?
Adupé-lewô-Olorun = graças a Deus por ter conservado minha vida e a minha saúde até hoje.
Alabasé = companheiro, colega de trabalho.
Alaiyè = possuidor da vida.
Asé = força vital e que assim seja.
Aiyê = Terra.
Ago = licença.
Am-nó = o misericordioso.
Aba-lasé-di = cerimônia de iniciação.
Asesê = cerimônia fúnebre.
Amadosi d’Orisá = cerimônia do dia do òrìsá dar o nome.
Amasi no ori = cerimônia de lavar a cabeça com ervas sagradas.
Ataré = pimenta da costa.
Ata = pimenta
Afurá = bolo feito com arroz.
Ambrozó = feito de farinha de milho.
Agbon = côco.
Ajé = poder feiticeiro.(a)
Ajeun = comida.
Agusó = espécie de legumes.
– B –
Bàbá = papai.
Babalawo = sacerdote, pai do segredo
Badá = título sacerdotal.
Babá Kekere = Pai Pequeno
Baiani = Orisá da família de Xangô.
Balé = chefe de comunidade.
Balué = Banheiro.
Bamgbosê = sacerdote do culto de Sango.
Bé = pular, pedir.
Bi = nascer, perguntar.
Bibá = está aceito.
Bibé = está seco.
Biwá = nasceu para nós.
Biyi = nasceu aqui, agora.
Bó = adorar
Bo = cobrir.
Bode = portão.
Borogun = aquele que adora Ogun, saudação da família.
– D –
Dagan = cargo importante ligado ao Axé
Dagô = dê licença.
Dê = chegar.
Deiyi = chegou agora.
Dodo = banana da terra frita.
Duro = esperar.
– E –
Ebá = pirão de farinha de mandioca ou inhame.
Ègbé = sociedade.
Ebo = comida feita de milho branco, especial para Oxalá.
Ebó = sacrifício ou oferenda.
Ebori = cerimonia de dar ebó a cabeça (Ori)
Edun = nome próprio.
Edun ara = pedra de raio.
Egun = espírito ancestral.
Eiye = pombo.
Ejé = sangue.
Ejilaeborá = Décimo segundo odú no meredinloguno.
Ejionilé = Oitavo Odu no meredinlogun.
Ekó = comida feita com milho branco; akasa.
Eku = rato.
Elebó = aquele que faz o sacrifício.
Eledá = o Deus supremo ou aquele que lhe mantém vivo
Elemasó = título de um sacerdote no culto de Oxaguian
Elerin = um dos Obá da esquerda de Sàngo.
Elessé = que está aos pés, seguidor.
Êpa = amendoim.
Éran = carne.
Êre = as esculturas de madeiras ou energia infantil ligada ao orixá
Eru = carrego.
Erúkéré = chicote feito com crina de cavalo, usado por Osóssi.
Eruexin- Chicote de crina de búfalo usado por Oyá .
Etu = galinha D’angola.
Ewá = nome de um orixá.
Esu = nome de um importante orisá erroneamente associado ao diabo católico.
– F –
Fatumbi = título de um sacerdote de ifá.
Filá = gorro.
Fun = dar, trazer, soprar
Funké = a que veio para cuidar.
– G –
Gan = outro nome do agogô na Nação ioruba.
– I –
Yangui = pera de laterita, simboliza Esù, o primeiro criado lama/ar/hálito
Ianlé = as partes da comida que são oferecidas ao orixá.
Iansan = orixá patrono dos ventos, do rio Niger e dos relâmpagos.
Igbá = recipiente onde se colca os objetos do òrìsá.
Ibi = aqui, quando o Odu está negativo.
ibiri = objeto de mão, usado pela orixá Nanã, feito em palha, couro e contas.
Ibó = lugar de adoração.
Igbô = floresta.
Iemonjá = orisá dos rios e das águas salgadas.
Ijesá = nome de uma região da Nigéria e de um toque para orisá Osum, Osála e Ogum.
Iká = modo de deitar-se das pessoas de orixá feminino, para saudação, nome de um Odu.
Iku = morte.
Ilè = casa.
Ilé = terra.
Ina = fogo.
Ipeté = inhame cozido,temperado com camarão seco, sal, azeite de dendê e cebola, de Oxun
Ire = felicidade.
Iuindejà = título sacerdotal.
Iuintonã = título sacerdotal.
Isu = inhame.
Iyá = mãe.
Iyabasé = cargo responsavel pela cozinha do Orixá..
Iyalaxé = mulher mais importante da casa.
Iyalodé = um alto título, líder entre as mulheres.
Iyalorisá = Zeladora do culto.
Iyamasê = orisá mãe de Sango.
Iya Kekere= Mãe pequena
Iyamoro =rpesponsável pelo Ipade
Iyawo = nome dado aos iniciados, noiva.
– J –
Ji = despertar
Jinsi = título sacerdotal.
Jô = dançar.
Jobi = título sacerdotal.
– K –
Kaiodé = nome de uma sacerdotisa de Osòóssi.
Kan = um (número cardinal).
Kankanfô = um dos obá da direita de Sango. general
Kefá = sexto número ordinal.
Kejilá = décimo segundo (numero ordinal).
Kekerê = pequeno.
Ketà = terceiro (nº. ordinal).
Kolabá = nome de uma sacerdotisa do culto de Sango.
Kopanijê = um toque especial do orixá Obaluaiyê.
Koserê = que seja feliz, e que tudo de bom aconteça.
Labá = bolsa de couro usada no culto de Sango.
– L –
Lara = no corpo.
Lê = forte.
Lesé = aos pés (lesé orisá – seguidores do orisá).
Ló = ir.
Lode = lado de fora; lá fora.
Lodo = no rio.
Logun = corrupitela de Logunèdé.
Logunedé = nome de um òrìsá.
Lonon = no caminho.
– M –
Mariwo = tala do olho do dendezeiro desfiada.
Mode = cheguei.
Mogbá = título de um sacerdote do culto de Sango.
Mo jubá = meus respeitos.
– N –
Nanã = nome da orisá
Nilè = na casa.
– O –
Obá = rei.
Obaluwaiyê = nome do orisá patrono das doenças epidêmicas.
Obarayi = nome de uma sacerdotisa filha de Sango.
Obatalá = òrìsá do pano branco, O supremo.
Obatelá = nome de um dos obá da direita de Sango.
Obasorun = nome de um dos obá da esquerda de Sango.
Obi = fruto africano utilizado nos rítuais.
Obitikô = Sango.
Oburo = irmão (ã) mais novo.
Ode = fora, rua.
Odé = caçador; nome que também é dado ao orixá Osòóssi.
Odi = nome de um odu, jogo de ifá.
Odo = rio.
Odófin = nome de um dos obá da direita de Sango.
Odu = òrìsá que indicam seu momento ou destino
Oduduwá = orisá que participou da criação da terra.
Ofun = nome de um odu.
Ogã ou Ogan = cargo de alta importancia no culto.
Ogoda = uma qualidade de Sangô.
Ogue = instrumento de percussão feito de chifres de boi.
Ogun = orixá patrono do ferro, do desbravamento e da guerra.
Oyn = mel.
Oyakebe = nome de uma sacerdotisa de Iansan.
Ojá = ornamento feito com tira de pano.
Ojé = sacerdote do culto de Egun ou Egungun.
Ojó = dia da semana.
Oju = olho.
Ojubó = lugar de adoração.
Oke = montanha.
Oke-Aro = saudação para Osòóssi.
Okó = marido.
Oko = roça, fazenda. òrìsá da agricultura.
Olelé = bolo feito com feijão fradinho; abará.
Olodê = o senhor da rua, do espaço, de fora.
Olorum = entidade suprema, força maior, que está acima de todos os orisás.
Olouwo = cargo dentro do culto de Ifá.
Olùwá = senhor.
Oluwayê = senhor do mundo
Olubajé = cerimônia onde Obaluwaiye reparte sua comida com seus filhos e seguidores.
Olukotun = o nome do ancestral mais velho, cabeça do culto de Egun.
Omi = água.
Omo = filho.
Omode = criança
Omolu = vodun djedje ou Nação efon.
Omorisá = filho de orisá.
Onon = caminho.
Onãsokun = um dos obá da esquerda de Sango.
Onìkòyi = um dos obá da esquerda de Sango.
Onilé = órìsá da terra.
Onilè = dona da casa.
Opasorô = cajado de Osalá.
Opo = pilastra.
Ori = cabeça.
Oro = preceito, costume tradicional.
Orobô = fruto africana que se oferece à Sango e outros òrìsás.
Orukó = nome do iniciado.
Osoniyn = orisá que vive dentro das folhas (ewe).
Osé = semana; rito semanal.
Osi = esquerda, ou a terceira pessoa de um cargo.
Osá = nome de um odu ifá
Oti = aguardente.
Otun = direita, ou segunda pessoa de um cargo.
Ówó = dinheiro.
Osogiyan = uma qualidade de Osalá relacionado com o inhame novo.
Osalá = o mais respeitado, o pai de todos orisás.
Osalufã = uma qualidade de Oxalá; Oxalá velho.
Ose = sabão da costa africana.
Osòóssi = orisá igbo, patrono da floresta e da caça.
Ososo = milho cozido com pedaços de coco; comida do orixá Ogun.
Osum = òrìsá das águas do rio.
Osumare = nome do orisá relacionado a chuva, babalawo do Orun.
– P –
Pá = matar.
Pade = encontrar.
Pe = chamar.
Peji = altar.
Pepeiye = pato.
Pepelê = banco.
Peté = plano, chato, horizontal.
– S –
Si = para.
Sòrò = falar.
Sun = dormir.
– T –
Tanã = vela, lâmpada, fifo.
Temi = nome sacerdotal.
To = suficiente, basta.
– U –
Uwá = vir.
Unbó = está vindo, está chegando.
Unjé = comida.
Uwo = olhar, reparar.
– X –
Xaorô = pequenos guizos
Xarará = emblema do orixá Obaluaiyê.
Xê = fazer.
Xekeré = cabaça revestida com contas de Santa Maria ou búzios.
Xerê = chocalho especial para saudar Xangô, em cabaça com cabo ou em cobre.
Xirê = festa, brincadeira.
Xokotô = calças.
Xorô = fazer ritual.
Seguem agora algumas palavras e expressões, derivadas do yoruba e de outras influências linguísticas, igualmente de origem africana, mas provenientes de outras nações e que já sofreram entretanto alteração e adaptação fonética por força do português. No entanto, estas palavras e expressões são utilizadas correntemente no dia a dia das casas de santo. Isto para explicar porque algumas letras que não se encontram acima, se encontram abaixo, pois letras como o C não fazem parte da língua Yoruba.
A
Abadá – Blusão usado pelos homens africanos.
Abadô – Milho torrado
Abebé – Leque.
Abassa – Salão onde se realizam as cerimônias públicas do camdomblé, barracão.
Adé – Coroa.
Adie – Galinha.
Adupé = Dupé – Obrigado.
Afonja – É uma qualidade de Xangô.
Agbô – Carneiro.
Aguntam – Ovelha.
Ajeum – Comida.
Alabá – Título do sacerdote supremo no culto aos eguns.
Aledá – Porco.
Alaruê – Briga.
Alubaça – Cebola.
Axó – Roupa.
Axogum – Auxiliar do terreiro, geralmente importante na hierarquia da casa, encarregado de sacrificar os animais que fazem parte das oferendas aos orixás.
B
Baba – Pai.
Babaojê – Sacerdote do culto dos eguns; Ojé é o nome de todos iniciados no culto aos eguns.
Babassá – Irmão gêmeo.
Balê – Casa dos mortos.
Balé – Chefe de comunidade.
Beji – Orixá dos gêmeos.
Biyi – Nasceu aqui, agora.
Bô – Adorar.
C
Conguém – Galinha da Angola.
Cambaú – Cama.
Cafofo – Túmulo.
Caô – É um tipo de Xangô.
Catular – Cortar o cabelo com tesoura, preparando para o ritual de raspagem para iniciação no Candomblé.
Cutilagem – É o corte que se faz na cabeça do iniciado; é realizado para abrir o canal energético principal que o ser humano tem no corpo, exatamente no topo da cabeça,(no Ori), por onde vibra o axé dos Orixás para o interior de uma pessoa.
D
Dã – Orixá das correntes oriundas do Daomé.
Dara – Bom, agradável.
Dide – Levantar.
Dagô – Dê licança.
Dê – Chegar.
Dudu – Preto.
E
Edu – Carvão.
Eiyele – Pombo.
Elebó – Aquele que está de obrigação.
Eledá – Orixá guia.
Erú – Carrego; carga.
Equê – Mentira.
Esan – Vingança.
Emi – Vida
Enu – Boca
Eran – Carne
Ejó – Cobra.
Egun – Alma, espírito.
Epô – Azeite
Epô-pupa – Azeite de dendê
Eró – Segredo
F
Fá – Raspar
Fadaka – Prata
Filá – Gorro
Funfun – Branco
Fenukó – Beijar
Ferese – janela
Fo – Lavar
Fún – Dar
Farí – Raspar cabeça.
G
Ga – Alta, grande
Ge – Cortar
Gari – Farinha
Gururu – Pipoca
I
Iya – Mãe
Iya iya – Avó
Iyalorixá – Mãe de santo (sacerdote de orixá)
Iban – Queixo
Idí – Ânus, nádega
Ibô – Mato
Ibó – Lugar de adoração
Ilê – Casa
Ibá – Colar, cheio de objetos ritualístico
Inã – Fogo
Ijexá – Nome de uma região da Nigéria e de um toque para os Orixás Oxum, Ogum e Oxala.
Ipadê – Reunião
Ida – Espada
Ida-oba – Espada do Rei
Ideruba – Fantasma
Idodo – Umbigo
Ifun – Intestino
Idunnu – Felicidade
Igi – Árvore
Ijo – Dança
Iku – Morte
Iyabasé – Cargo, pessoa que cozinha para Orixá
Iyalaxé – Mãe do axé do terreiro
J
Jajá – Esteira
Jalè – Roubar
Ji – Acordar, roubar
Jimi – Acorda-me
Joko – Sentar
Jade – Sair
Jagun – Guerreiro, Soldado
K
Kà – Ler, contar
Kan – Azedo
Kekerê – Pequeno
Koró – Fel, amargo
Kòtò – Buraco
Kuru – Longe
Ko Dara – Ruim
Ku – Morrer
Kosi – Nada
L
Là – Abrir
Lê – Forte
Lile – Feroz, violento
Liló – Partir
Larin – Moderado
Ló – Ir
Lailai – Para sempre
Lowo – Rico
Lu – Furar
Lodê – Lado de fora, lá fora
Lodo – No rio
Lonan – Senhor do caminho
M
Malu – Boi
Meje – Sete
Mun – Beber
Muló – Levar embora
Mojubá – Apresentando meu humilde respeito
Mo – Eu
Mí – Viver
Mejeji – Duas vezes
Mi-amiami – Farofa oferecida para exu
Modê – Cheguei
N
Ná – Gastar
Ní – Ter
Níbi – No lugar
Nítorí – Por que
Nu – Sumir
Najé – Prato feito com argila
Nipa – Sobre
Nipon – Grosso.
O
Obé – Faca
Obé fari – Navalha
Oberó – Alguidar
Obirim – Mulher, feminino
Ojiji – Sombra
Oju ona – Olho da rua, ( caminho )
Okó – Pênis
Omin – Água
Omin Dudu – Café preto
Otín – Álcool
Owo – Dinheiro
Oyin – Mel
Obá – Rei
Odé – Caçador
Orun – Céu
Ofá – Arco e flecha
Olorum – Deus
Ota e Okuta – Pedra
Odo – Rio
Obo – Vagina
Otin nibé – Cerveja
Otin Dudu – Vinho tinto
Otin fum-fum – Aguardente
Odê – Fora, rua
Olodê – Senhor da rua
Omo – filho, criança.
Ongé – Comida
P
Pá – Matar
Pada – Voltar
Padê – Encontrar
Paeja – Pescar
Peji – Altar
Pelebi – Pato
Pupa – Vermelho
Paki – Sala
Patapá – Burro
Pepelê – Banco
R
Rà – Comprar
Rere – Muito bem
Re – Ir
Rìn – Trabalhar
Rí – Ver
Ronu – Pensar
Roboto – Redondo
S
Sanro – Gordo
Sare – Rápido, correr
Sínun – Dentro
Sise – Trabalho
Sun – Dormir
Sarapebé – Mensageiro
Sòrò – Falar
Si Ori – Abrir a Cabeça
T
Tata – Gafanhoto
Tèmi – Meu, minha
Toto – Atenção
Titun – Novo
Tóbi – Grande, maior
Tàbá – Tabaco, fumo
Tete – Aplicado
Tanã – Vela, lâmpada
Tún – Retorno
Taya – Esposa
Tutu – Frio, gelado
W
Wa – Nosso
Wèrè – Louco
Wúrà – Ouro
Wu – Desenterrar
Wun ni – Gostar
Wakati – Hora
Wara – Leite
X
Xaorô – Tornozeleira de palha da costa usada durante o recolhimento para o processo de iniciação.
Xarará – Instrumentoque contém o axé do Orixá Obaluaiyê
Xê – Fazer
Xirê – Festa, brincadeira
Y
Yan – Torrar
Yaro – Ficar aleijado
Yiyan – Assado
Yonrin – Areia
Yama – Oeste
Yara-ypejo – Sala
Vícios e obsessão Espiritual


Primeiramente quando falamos de vícios, estamos falando de todos. Que fique bem claro que qualquer tipo de vício é uma forma de obsessão Espiritual, e esse desregramento só pode ser curado através da fé e força de vontade. Muitas pessoas quando são alcoólatras parecem que bebem para elas e para as outras pessoas (tamanha é a quantidade que bebe), e é claro que isso é verdade, pois na verdade a pessoa alcoólatra está sendo usada por um espírito obsessor (Kiumba) que também quando vivo era alcoólatra, e quando desencarna (morre) do outro lado sente a falta do álcool e do prazer que ele proporciona e começa infelizmente a obsediar, vampirizar as energias dos vivos, neste caso dos viciados. Desobsessão não é um processo rápido, fácil e indolor, ao contrário, é um processo demorado, difícil e doloroso para aqueles que se entregaram aos vícios e a ajuda tem de partir não somente da pessoa obsediada (viciado(a)), mais também de toda a família, começando pela compreensão de que o vício é uma doença d’alma e como tal precisa ser tratada o mais rápido possível com a ajuda MÉDICA ESPECIALIZADA (PSIQUIATRA, PSICÓLOGO) e aliada a fé, a religião seja ela qual for.
Tem pessoas que tem desregramentos sexuais, em jogos, bebidas, drogas, remédios (hipocondríacos) e transtornos de acumulamentos, tudo isso é obsessão Espiritual que acarreta em transtornos de ordem psicológica. Caso você esteja passando por problemas relacionados a algum tipo de vício PROCURE AJUDA MÉDICA IMEDIATAMENTE aliada a uma fé que possa te sustentar principalmente nas recaídas. Se desejar procure grupos de ajuda como os ‘AA – Alcoólicos Anônimos’ de sua cidade, lá você encontrará pessoas que estão passando pelos mesmos problemas que você, e também encontrará lições de vidas de pessoas que superaram seus medos, fraquezas, tristezas e deram a volta por cima. Não se esqueça também que a Umbanda é um hospital para a alma. Asé
Homossexualidade na visão Umbandista

A homossexualidade nunca foi e nunca será um problema na visão Umbandista, pois para todos nós verdadeiros Umbandistas acreditamos que quando um ser reencarna na condição de homossexual é justamente para resgatar débitos de vidas passadas, débitos esses que podem haver com desregramentos sexuais. Ninguém reencarna sem saber na Espiritualidade a condição que passara na terra de provas e expiações. Na Umbanda nossos irmãos homossexuais são acolhidos como qualquer outro, não havendo distinção por conta de cor, raça, condição social, orientação sexual e até credo religioso. Os Terreiros, Tendas de Umbanda são uma imensa Casa, um grande coração que recebe a todos de braços abertos, sorriso no rosto e boa vontade para ajudar. Antes da condição sexual vemos o caráter da pessoa, se ela é ou não de boa índole. Todos nós seja lá a pessoa que for vem a terra com um único propósito, a Evolução Espiritual, e transformarmos esse mundo de regeneração em algo mais agradável. Este foi um texto breve, porém enfático de como a verdadeira Umbanda trata nossos irmãos, pois perante Olorún (Deus Criador) não existe homossexuais, somente seus filhos. Asé
Médium Chico Xavier fala sobre a Umbanda
No vídeo abaixo o médium Chico Xavier fala sobre a Umbanda na visão espírita Kardecista, bem esclarecedor. Vejam:

A Umbanda é uma religião brasileira que sintetiza vários elementos das religiões africanas e cristãs, porém sem ser definida por eles. Formada no início do século XX no sudeste do Brasil a partir da síntese com movimentos religiosos como o Candomblé, o Catolicismo e o Espiritismo. É considerada uma "religião brasileira por excelência" com um sincretismo que combina o Catolicismo, a tradição dos orixás africanos e os espíritos de origem indígena.
No Brasil, o Rio Grande do Sul tem a maior proporção nacional de adeptos da Umbanda e do Candomblé: 1,47%, quase cinco vezes o percentual do estado da Bahia.
O dia 15 de novembro, já considerado pelos adeptos como a data do surgimento da Umbanda, foi oficializado no Brasil em 18 de maio de 2012 pela Lei 12.644.
Em 8 de novembro de 2016, após estudos do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), a Umbanda foi incluída na lista de patrimônios imateriais, por meio de decreto.
Etimologia
"Umbanda" ou "embanda" são oriundos da língua quimbunda de Angola, significando "magia", "arte de curar". Há também a suposição de uma origem em um mantra na língua adâmica cujo significado seria "conjunto das leis divinas" ou "deus ao nosso lado".
Também era conhecida a palavra "mbanda" significando “a arte de curar” ou “o culto pelo qual o sacerdote curava”, sendo que "mbanda" quer dizer “o Além, onde moram os espíritos”.
Após o Congresso de 1941, declarou-se que "umbanda" vinha das palavras do sânscrito aum e bhanda, termos que foram traduzidos como "o limite no ilimitado", "Princípio divino, luz radiante, a fonte da vida eterna, evolução constante".
História
Por volta de 1907/1908 (15 de novembro de 1908) (as fontes divergem quanto a data precisa), um jovem chamado Zélio Fernandino de Morais, prestes a ingressar na Marinha, passou a apresentar comportamento estranho que a família chamou de "ataques". O jovem tinha a postura de um velho dizendo coisas incompreensíveis, em outros momentos se comportava como um felino. Após ter sido examinado por um médico, este aconselhou a família a levá-lo a um padre, mas Zélio foi levado à um centro espírita. Assim, no dia 15 de novembro, Zélio foi convidado a se sentar à mesa da sessão na Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza.
Incorporou um espírito, se levantou durante a sessão e foi até o jardim para buscar uma flor e colocá-la no centro da mesa, contrariando a regra de não poder abandonar a mesa uma vez iniciada a sessão. Em seguida, Zélio incorporou espíritos que se apresentavam como negros escravos e índios. O diretor dos trabalhos alertou os espíritos sobre seu atraso espiritual, convidando-os a sair da sessão quando uma força tomou conta de Zélio e disse:
“ Por que repelem a presença desses espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens? Será por causa de suas origens sociais e da cor? ”
Ao ser indagado por um medium ele respondeu:
“ Se querem um nome, que seja este: sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados. O que você vê em mim são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria, fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como Caboclo brasileiro. ”
A respeito de sua missão, assim anunciou:
“ Se julgam atrasados esses espíritos dos negros e dos índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho para dar início a um culto em que esses negros e esses índios poderão dar a sua mensagem e assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem o meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminho fechado para mim. ”
No dia seguinte, na residência da família de Zélio, na Rua Floriano Peixoto, nº. 30, em Neves (São Gonçalo), reuniram-se os membros da Federação Espírita, visando comprovar a veracidade do que havia sido declarado pelo jovem. Novamente incorporou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, que declarou que os velhos espíritos de negros escravos e índios de nossa terra poderiam trabalhar em auxílio do seus irmãos encarnados, não importando a cor, raça ou posição social. Assim, neste dia fundou o primeiro terreiro de umbanda chamado de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.
O espírito estabeleceu normas como a prática de caridade, cuja base se fundamentaria no Evangelho de Cristo e seu nome "Allabanda", substituído por "Aumbanda", e posteriormente se popularizando como "Umbanda".
No ano de 1918, fundaram-se sete tendas para a propagação da Umbanda: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia, Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, Tenda Espírita Santa Bárbara, Tenda Espírita São Pedro, Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge e Tenda Espírita São Gerônimo. Até a morte de Zélio em 1975, mais de 10.000 templos foram fundados além destes iniciais.
Em 1939 com o objetivo de acabar com polêmicas e na tentativa de uma unificação foi criada a União Espírita de Umbanda do Brasil. A partir desse momento, somente as práticas que seguiam os fundamentos propostos pelo Caboclo Sete Encruzilhadas passaram a ser consideradas como umbandistas.
Em 1940, o escritor Woodrow Wilson da Matta e Silva apresentou a Umbanda como ciência e filosofia, criando então a Escola Iniciática da Corrente Astral do Aumbhandan, a "Umbanda Esotérica" na Tenda Umbandista Oriental, em Itacuruçá, no Rio de Janeiro.
Mesmo após as tentativas de unificação, nas décadas de 40, 50 e 60 ainda existiam inúmeros terreiros no Rio de Janeiro não vinculados à União Espírita de Umbanda do Brasil principalmente por discordarem das normativas propostas pela federação e por serem consideradas "atividades isoladas". Esses terreiros realizavam práticas ritualistas sob a denominação de Umbanda, por exemplo a Tenda Espírita Fé, Esperança e Caridade e Pai Luiz D'Ângelo, praticante do segmento Umbanda de Almas e Angola.
Em 1941 a UEUB organizou sua primeira conferência, o I Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda como forma de tentar definir e codificar a Umbanda como como uma religião por seu direito e como uma religião que une todas as religiões, raças e nacionalidades. A conferência também promoveu uma dissociação das tradições afro-brasileira. Os participantes concordaram em fazer uso das obras de Allan Kardec como fundação doutrinária da Umbanda, enquanto se dissociando das outras tradições religiosas afro-brasileiras. Ainda assim, os espíritos fundadores da Umbanda, os Caboclos e os Preto Velhos ainda foram mantidos como espíritos altamente evoluídos.
Em termos gerais, os participantes do Congresso se esforçaram em legitimar a Umbanda como uma religião altamente evoluída, por exemplo, afirmando que a Umbanda já existia como uma religião organizada há bilhões de anos estando então a frente de todas as outras religiões. Como parte desses esforços em definir a Umbanda como uma religião original e altamente evoluída, os participantes procuraram remover suas raízes africanas e afro-brasileiras, a origem da Umbanda foi rastreada até o Oriente, de onde disse ter se espalhado para Lemúria e subsequentemente para a África. No continente africano, a Umbanda teria se degenerado em fetichismo, e nessa forma foi trazida ao Brasil pelos escravos. A influência africana na Umbanda não foi de todo rejeitada mas causada por uma corrupção da tradição religiosa original, como uma fase de retrocesso em sua evolução; a Umbanda foi exposta ao barbarismo na forma de costumes vulgares e praticada por pessoas com "costumes rudes e defeitos psicológicos e étnicos" Outra forma de lidar com o caráter africano da Umbanda foi exposto na compreensão que se originou na África, porém na África Oriental (Egito), sendo então da parte mais "civilizada" do continente.
Um dos objetivos da conferência foi então rastrear as raízes "genuínas" da Umbanda até o Oriente; a invenção das raízes orientais juntamente com a rejeição das africanas,foi refletida na definição do termo "umbanda", que é de outro modo geralmente acreditado ser derivada do idioma Banto. Declarou-se que "umbanda" vinha das palavras do sânscrito aum e bhanda, termos que foram traduzidos como "o limite no ilimitado", "Princípio divino, luz radiante, a fonte da vida eterna, evolução constante".
A partir da década de 1950, os setores mais humildes da população umbandista composta por negros e mulatos começaram a contestar o distanciamento da Umbanda das práticas africanas. A "umbanda branca" se opunha à tendência de recuperar os valores africanos presentes na religiosidade popular.
O segundo congresso ocorreu em 1961 evidenciando o crescimento da religião que teve sua imagem reconstruída pela imprensa, milhares de devotos compareceram ao Maracanãzinho com representantes de vários estados e a presença de políticos municipais e estaduais. O jornal O Estado de S. Paulo noticiou a realização do congresso no Rio de Janeiro afirmando que a "preocupação central do Congresso parece ser a elaboração de um código que orientará a feitura de uma Carta Sinódica da Umbanda". No mesmo ano, o jornal Diário de S. Paulo publicou uma grande reportagem com o título "Saravá meu Pai Xangô, Saravá Mamãe Oxum", onde o jornalista descreve uma "sessão assistida pelos repórteres a convite do deputado gaúcho Moab Caldas".
No terceiro congresso realizado em 1973 a Umbanda afirmou-se em definitivo como uma religião expressiva no campo das atividades assistenciais, além dos centros onde ocorriam as atividades espirituais, a religião contava com escolas, creches, ambulatórios etc articuladas em torno da missão de promover a caridade e a ajuda.
Na década de 80, a Umbanda teve seu auge ao ser declarada como religião de muitas personalidades como os cantores Clara Nunes, Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes, Baden Powell, Bezerra da Silva, Raul Seixas, Martinho da Vila entre outros.
Na década de 90 a Umbanda e outras religiões de matrizes africanas foram alvo do crescente neopentecostalismo brasileiro. Nessa época também fundou-se a Faculdade de Teologia Umbandista, mantida pela Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino fundada por Rigas Neto na Água Funda, São Paulo.
Crenças e práticas
Pai Zezinho de Ogum, Pai de Santo do terreiro Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, a primeira instituição cadastrada no mapa de terreiros de Ubanda do Rio de Janeiro
Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, no Estácio, que foi a primeira instituição cadastrada no mapa de terreiros de Ubanda da cidade do Rio de Janeiro
A influência africana na Umbanda foi interpretada como um "mal necessário" que apenas serviu para explicar sua chegada e desenvolvimento no Brasil. O "branqueamento" das origens da Umbanda foi expresso em termos como "umbanda pura", "umbanda limpa", "umbanda branca" e "umbanda de linha branca" no sentido de "magia branca". Estes termos contrastavam com "magia negra" e "linha negra" associados com o mal. Além disso, uma divisão de espíritos foi estabelecida entre os "da direita" (o bem) e os "da esquerda", o mal. A única instância de identificação positiva com a influência africana na Umbanda relacionava-se com os Pretos Velhos e com o continente africano ser reconhecido como um continente heróico e sofredor.
A Umbanda pode ter várias vertentes com práticas diversas, nomeadas de diferentes formas como Umbanda Tradicional, Primado de Umbanda, Umbanda de Nação ou Umbanda Mista, Umbandomblé, Umbanda Esotérica, Umbanda Astrológica, Umbanda Sagrada, Umbanda da Magia Divina, Umbanda Omolocô, Umbanda Crística, etc. Essas diferentes vertentes partilham o culto à entidades ancestrais e a espíritos associados a divindades diversas, que podem pertencer ao Catolicismo, a cultos africanos, hindus, árabes entre outros. Apesar de diferentes vertentes existem alguns conceitos encontrados que são comum a todas, sendo estes:
- Um deus único e onipresente, chamado Olorum ou Zambi.
- Crença nas Divindades ou orixás
- Crença na existência de Guias ou entidades espirituais
- A imortalidade da alma
- Crença nos antepassados
- A reencarnação
- O carma
- Lei de causa e efeito pela qual os umbandistas pagam o Bem recebido com o bem e o Mal com a justiça divina
Também se fundamentam na obediência aos ensinamentos básicos dos valores humanos, como a fraternidade, a caridade e o respeito ao próximo. Além desses preceitos também estão a necessidade da prática mediúnica como por exemplo servindo de "aparelho" (o médium) para para viabilizar a comunicação entre espíritos e orixás com os seres humanos.
Ritos
Os rituais da Umbanda visam evocar o orixá ancestral e toda sua hierarquia composta por Orixás menores, Guias e Protetores. Os rituais não têm forma ou modo definido de modo que variam de casa para casa e estão subordinados às decisões de cada Pai de Santo e cada entidade protetora do terreiro.
O local onde se dá as celebrações e o atendimento do público é geralmente uma casa denominada por tenda que contém um terreiro e um salão apropriado para sessões.
Alguns termos e rituais comumente mencionados:
- Giras, é como são chamadas as sessões onde se reúnem os espíritos de várias categorias, as giras podem ser festivas, de trabalho ou de treinamento.
- Bater cabeça, é como é chamado o ato de prostração, a reverência dada ao chefe do terreiro, por exemplo. O contexto desse gesto varia de terreiro para terreiro sendo unânime que seja feito antes da defumação.
- Defumação, é usada para purificar o ambiente, através do seu aroma desfaz no ambiente todo o negativo expulsando os espíritos trevosos.
- Passe, é o gesto de imposição de mãos presente também no kardecismo.
- Pontos riscados são diagramas desenhados no chão como ângulos, retas, símbolos representativos, desenhos geométricos, pontos cardeais etc representando a assinatura do Guia.
- Pontos cantados são as músicas e cantos entoados como forma de louvor ou invocação.
- Oferendas são a prática de dispor comida ritual e objetos específicos nos templos ou locais ao ar livre, em dias e para fins especiais. As oferendas são agradecimentos aos Guias e Orixás. As vertentes com mais influência dos cultos africanos como a Umbanda de Nação se utiliza de ebós que são para finalidades próprias como reequilibrar aspectos da vida da pessoa, porém, diferente de alguns cultos africanos, a Umbanda não se utiliza do sacrifício de animais.
- Descarrego é o nome dado a rituais para limpeza espiritual ou livrar-se de cargas negativas, podem ser banhos com ervas especiais como a Guiné, Espada de São Jorge etc ou rituais como a Roda de fogo" que usa pólvora.
- Batismo como ocorre em muitas outras religiões só pode ser realizado por líderes religiosos, no caso o Babalorixá ou a Yalorixá.
Espaço físico
Vista de um Congá (altar)
A parte física de um terreiro de umbanda contém seis elementos fundamentais:
- Assentamento
- Pegi ou Peji
- Congá
- Porteira ou Tronqueira
- Roncó, fica fora do terreiro propriamente dito mas anexo a ele.
- Cruzeiro das Almas ou Casa das Almas

Bandeira oficial da Umbanda
Organização
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Maria da Guia, médium do terreiro Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda
A hierarquia na Umbanda pode variar dependendo da quantidade de membros de modo que pode se dividir em um grupo administrativo e grupo espiritual além de variar de acordo com o tipo de Umbanda (de nação, Esotérica etc).
Pai de Santo e Mãe de Santo Responsáveis por toda a atividade espiritual que ocorre no terreiro, como iniciar, conduzir e encerrar as giras e estabelecer as ordens e doutrinas passadas pelo astral. Pai Pequeno e Mãe Pequena são os responsáveis na ausência dos pai ou mãe, têm os mesmos ensinamentos e participam de todos os rituais. Curimbeiro ou atabaqueiro Responsável por tocar e cantar os Pontos cantados nas giras além do ensino a novos ogãs. Ogã ou alabê É responsável pela curimba e instrutor dos toques de atabaques. Cambono é o médium designado a auxiliar a entidade trabalhando como um intérprete entre a entidade e o consulente. Médium de trabalho, médium feito ou médium coroado São médiuns que prestam consultas nas giras de atendimento e já passaram por todos os preceitos e obrigações (batismo, amaci e coroação). Médium em desenvolvimento São os médiums em processo de desenvolvimento. Samba Médium feminina em desenvolvimento. Iaô Médium feminina com feitura de santo. Médium iniciante são os médiums que ainda não incorporam, sendo às vezes colocados como cambonos até adquirirem experiência. Transa ou porteira É o responsável por orientar e distribuir fichas ou senhas aos frequentadores. Iabá é responsável pela cozinha do terreiro, pela confecção dos ajeuns, amalas e comidas necessárias nos trabalhos. Cota subordinada ou substituta da Iabá (Umbanda de Nação).
Entidades
Os espíritos que trabalham na Umbanda são organizados em linhas e falanges (legiões) de uma forma quase militar. Cada linha está sob a direção de uma deidade africana ou Orixá ou Orisha, enquanto os nomes e configurações exatas variam dentro da Umbanda, eles são em sua maioria compostos a partir de divisões étnicas, por exemplo, "Povo de Moçambique", "Legião de Tupi-Guarani". Em geral, os espíritos nos rituais da Umbanda se enquadram nas seguintes categorias:
- Caboclos, espíritos indígenas, como o Sete Encruzilhadas (Entidade fundadora da Umbanda)
- Pretos Velhos, os espíritos de velhos escravos brasileiros
- Exus, mensageiros dos orixás; entidades mais próximas dos humanos, protegendo as suas estradas, caminhos. Praticam unicamente o bem. Se vierem para o mal, não são Exus, nem Umbanda.
- Pomba Giras, o equivalente feminino dos Exus, tipicamente retratadas como dançarinas, damas da noite etc.
- Crianças.
Todas os acima são chamados de "espíritos de luz" porque trabalham para o bem, há também os espíritos banidos da Umbanda que são ditos trabalharem para o ladro negro, dentro da Quiumbanda, um tipo de oposto negativo da Umbanda.
Intolerâncias
Assim como outras religiões afro-brasileiras, a Umbanda sofreu repressão política durante a Vargas até o início de 1950. Uma lei de 1934 colocava estas religiões sobre a jurisdição do Departamento de Tóxicos e Mistificações da polícia de modo que era preciso um registro especial para funcionarem. Durante esses anos vários grupos se mantinham na clandestinidade ou quando se registravam, procuravam omitir suas ligações ou inspirações africanas se registrando como sendo apenas "espiritistas". Essa omissão ou "desafricanaização" que rejeitava as influências das religiões africanas foi estabelecida mais claramente no I Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda realizado em 1941, que definiu entre outros aspectos, que a a raiz da Umbanda provinha de antigas religiões e filosofias da Índia. Roger Bastide argumentou que o Espiritismo "branquea" ou "europeniza" a Umbanda, distorcendo suas raízes africanas.
No Brasil, a Umbanda e demais religiões de matrizes africanas sofrem com a intolerância religiosa, sendo as religiões neopentecostais ditas Renovadas de maior intolerância em relação à Umbanda, ao Candomblé e ao Kardecismo.
Os praticantes do Candomblé criticam a Umbanda por considerá-la superficial e desconhecer os ritos mais profundos dos cultos aos Orixás, além de criticarem a Umbanda por não separar o culto dos espíritos do culto às entidades já que o Candomblé considera os Orixás e deuses como sendo mais puros e de energia mais primordial e que então não podem ser maculados pela energia dos espíritos que viveram na Terra.
História da Umbanda de Omolokô

Omolokô é uma religião sincrética praticada no Brasil tendo como base elementos africanistas, espíritas e ameríndios.
O vocábulo deriva de uma composição baseada em duas outras, oriundas da língua iorubá com três versões distintas, segundo sua interpretação.
No primeiro ramo de análise, que é a versão de Léa Maria Fonseca da Costa, Mãe de Santo de Omolokô significa:
Omo: filho e Loko, que aludiria à árvore Iroko e resultaria em Filhos da Gameleira Branca.
De acordo com a versão de Tancredo da Silva Pinto, Tatá Ti Inkice, pai de santo de Angola, no livro Culto Omolokô - Os Filhos de Terreiro, de Ornato José da Silva:
Omo: filho e Oko: fazenda ou zona rural, na qual esse culto, por conta da repressão policial então existente, seria realizado desde a remota época da escravidão.
Por fim, pode-se ainda relacionar o significado da palavra Omolokô também ao Orixá Okô, da agricultura, que era cultuado nas noites de lua nova pelas agricultoras de inhame.
Ainda hoje existem as denominações de terreiro e roça para os locais em que os cultos afro-brasileiros são realizados. Nesse culto os orixás possuem nomes yorubá (nagô) e seus assentamentos são similares aos do Candomblé.
Há práticas rituais e de culto aos orixás, Caboclos, Pretos-velhos cultivados também na Umbanda.
O Omolokô é apontado por estudiosos e praticantes como um dos principais influenciadores da formação da Umbanda africanizada ao lado do Candomblé de Caboclo, do Cabula e do próprio Candomblé. Teria surgido, segundo Tancredo da Silva Pinto entre o povo africano Lunda-Quiôco.
Possui ritualística própria e seu representante mais expressivo é o tatá Tancredo da Silva Pinto, já falecido, estafeta dos correios, morador do Morro de São Carlos, que foi um grande estudioso, colunista e escritor. Porém, há relatos da existência de uma escrava, Maria Batayo ainda na década de 1860,e a filha de escravos, Léa Maria Fonseca da Costa, que preservaram o Omolokô dissociado da Umbanda conforme é abordado na obra de Ornato José da Silva.
A diáspora dos orixás cultuados no Omolokô é a mesma utilizada pelo Candomblé e sua organização dogmática o faz diferir também por isso da Umbanda que os cultua em número menor e de forma majoritariamente sincrética.
Há quem defina erroneamente o Omolokô como uma mistura de Umbanda e Candomblé.
Pesquisas mais recentes aludem o termo Omolokô ao povo Loko, que era governado pelo rei Farma, no sertão de Serra Leoa. Ele teria sido o rei mais poderoso entre todos os manes. Sua cidade chamava-se Lokoja e se localizava à margem do Rio Mitombo, afluente do rio Benue, que por sua vez, é afluente do grande rio Níger.
Lokoja ficava próxima do reino Yorubá. O povo Loko também era conhecido pelos nomes de Lagos, Lândogo e Sosso. O nome Loko foi primeiramente registrado em 1606. Também há registro desse povo com o nome de Loguro. Os Lokos viveram até 1917 a oriente dos Temnis de Scarcies. De acordo com pesquisas realizadas, a tribo Loko estava divida em outras menores ao longo dos rios Mitombo, Bênue e Níger e no litoral de Serra Leoa. Em 1664, o filho do rei Farma foi batizado com o nome de D. Felipe. Evidentemente torna-se claro que o principio da sincretização afro-católica já acontecia na África antes da vinda dos africanos ao Brasil. Acredita-se que a tribo Loko pertencia a um grupo maior chamado Mane e que alguns de seus integrantes vieram escravizados para o Brasil e formaram o Omolokô.
Os povos Mane tinham por costume usar flechas envenenadas e arcos curtos, espadas curtas e largas, azagaias, dardos e facas que traziam amarrados embaixo do braço. Para combater o veneno de suas flechas, em caso de acidente, usavam uma bolsinha com um antídoto. Avisavam os seu inimigos o dia em que iriam atacá-los através de palhas - tantas palhas, tantos dias para o ataque. Traziam no braço e nas pernas manilhos de ouro e prata. Também eram ligados aos brancos que invadiram a África Negra. Adoravam assentamentos de deuses e ídolos de madeira, os quais representavam homem e animais.
Quando não venciam as guerras, açoitavam os ídolos. Se as batalhas eram vencidas, ofereciam aos deuses comidas e bebidas. Chamavam as mulheres de cabondos e tinham como marca a ausência de dois dentes da frente.
O Omolokô instaurou-se no Rio de Janeiro, segundo estudiosos, no século XIX, a partir do conhecimento trazido por negros vindos da África e seus descendentes. A herança do período colonial que sofreu influência de diversas vertentes religiosas da África, predominantemente o culto aos orixás e aos inkices, tornou peculiar a sua forma de culto, mantendo a cosmologia de cada origem, acrescida de rituais religiosos contemporâneos.
No Rio de Janeiro, a partir da miscigenação e influência do Espiritismo francês, instaurou-se um novo movimento denominado Omolokô, disseminado prioritariamente por Tancredo da Silva Pinto. Mantém-se como um exemplo deste seguimento a Casa de Santo Okobalaye, fundada na cidade de São Gonçalo, e o Centro Espírita São Benedito, sediado à rua Vereador Maurício de Souza, 97, Engenhoca, Niterói, RJ, chefiada por Pai Matuazambi, de origem nagô.
Estrutura da Roça de Santo
A Roça de Santo é uma distinção utilizada, inclusive, pelos Omolokôs para denominar o local onde se concentram as comemorações e rituais aos Orixás. O termo é uma referência ao período colonial em que os escravos cultuavam aos Orixás às escondidas nas roças e fazendas dos senhores de engenho.
A Roça de Santo possui distintos locais que concentram axé, onde juntos, emanam energia que têm como função: proteger, encantar, equilibrar e acentuar a fé dos omorixás da roça e pousar os visitantes.
A Roça de Santo é dividida em dois ambientes: O público e o sagrado.
O público
- Local onde se pode beber e fumar e onde se serve o Ajeum (refeição, comida), sendo um lugar que se é permitido maior descontração. Quintal.
O sagrado
- Onde se encontram os atabaques e onde é executado o xirê do santo, saídas e obrigações - Sala.
- Onde se guardam todos os apetrechos e vestimentas dos Orixás - Peji.
- Onde estão guardados parte dos segredos da Roça de Santo e onde são realizadas as iniciações - Roncó.
- Onde se preparam todas as comidas de santo - Cozinha de Santo.
- Onde ficam os igbás e os objetos mais sagrados dos Orixás - Quartos de Santo.